João é um cara comum. Honra todos os Joãos antes dele e os que virão depois. Sem problemas, consegue encantar qualquer pessoa ao seu redor. Tem uma energia que cerca ele... magnética, poderosa e misteriosa. É como se fosse o centro do universo. Um deus perdido na terra, onde tudo acontece em volta dele. E no fundo, sem assumir, era mais ou menos isso o que as pessoas achavam...
João estava cercado de amigos quando pousou seu olhar em Madalena. Ele não acreditava nessa visão, que de imediato lhe roubou seus poderes, sua energia... seu centro magnético. João sabia de seus poderes e os usava com inteligência e astúcia, nunca tirando proveitos de outros, somente das situações. Nesse momento as pessoas em volta a João sentiram um véu cair e não se sentiram mais atraídas a ele. João se levantou da mesa e ninguém contestou... Atravessou a rua para ir ao encontro de Madalena. Para as pessoas na mesa, não passava de uma mulher ordinária, quem sabe, até um pouco vulgar.
Madalena e João funcionaram sem falhas, eram perfeitos um com o outro, nada os impedia, nem o deus do vento e da chuva tentaram algo, nada, absolutamente nada quis se opor a essa união. Como um desejo longamente ansiado pela natureza, João e Madalena eram felizes, deus e deusa unidos finalmente.
Uma noite, João e Madalena estavam a sonhar, mas não sabiam que estavam sonhando juntos. Nesse mundo de sonhos, o deus do Amor lhes retirou seus poderes. Disse-lhes: “Agora não necessitam mais nada”. Acordaram juntos, sem saber o que dizer e o que sentir, ambos fingiram ser nada e disseram a mesma desculpa pelo brusco acordar na noite – Acordei com você.
No mesmo dia Madalena sonhou acordada. O deus do Amor apareceu mais uma vez, e perguntou o que ela queria: “João ou os poderes?”. Hesitou um pouco e disse: “João”. Madalena acordou rapidamente e se sentia um pouco melhor. O deus do Amor apareceu para João e lhe fez a mesma pergunta. João hesitou muito. O deus do Amor não lhe deu chance de uma resposta.
João e Madalena já não sentiam a mesma coisa. Não eram a mesma coisa. Ela sofria por ele e ele por ninguém. Sua união fora proibida pelas estrelas guardiãs. João fora destituído de sua imortalidade e morreu um homem. Conhecido pelos mortais desse mundo e muito amado. Porém não amou mais ninguém como Madalena. Tal amor que nem tinha mais lembranças em sua mente. Um vento, uma sombra que passou no coração desse deus na terra.
Madalena o ama pela eternidade.
4 de ago. de 2007
2 de ago. de 2007
Finding Jesus em festival!
Inscrevi faz um mês o "Finding Jesus" em um festival na Suiça! Vai ser em 2 semanas na cidade de Aarau. O site é http://www.oneminute.ch pra quem quiser entrar. A imagem ao lado é do catalogo que também esta disponivel no site.Enfim, ele foi aceito, junto com 500 videos-minutos e vai ser exibido dia 18 de agosto pra uma renca de gente... e eu não vou saber as reações! Hahahahaha de qualquer jeito, é bem engraçado! Espero que eles gostem! Vou colocar o link do YouTube aí embaixo pra quem quiser ver. Bjundas!
1 de ago. de 2007
A criação do universo
Alex é um menino calmo. Está na flor da idade. Prestes a passar pela puberdade, ele se agarra a sua infância e a sua criança como se dependesse disso para sobreviver. Poderíamos dizer que se crescer é pular em uma piscina de um trampolim, sua infantilidade é a sua bóia de segurança.Nesses últimos dias Alex tem pensado muito sobre a sua vida, melhor, têm sentido muito, porque crianças na sua idade não pensam muito, isso é coisa de adulto. É o seu passatempo preferido: na hora de dormir, no meio do escuro, quando todos da sua casa já estão dormindo, deitar de barriga para cima, olhando para o teto, contemplando o nada e o tudo. Agora que está crescendo, tem medo de não conseguir mais passar minutos da sua noite fazendo isso... Afinal, quando crescemos, simplesmente perdemos contato com as coisas.
Murmúrios e palavras ecoavam no nada. Vozes grossas e poderosas. Alex estava atrás de um pilar que não era um pilar. Ele olhou em volta. Reconhecia os pilares do seu livro de escola, pareciam gregos, igual aos do Parthenon, mas não, eram disformes, eles não tinham forma, não, eles mudavam de forma. Alex andou em frente, a noite e o dia lutavam no ambiente, o nada tinha forma e o tudo era disforme. As paredes não existiam, a sensação era a de andar no meio de uma explosão sem calor e infinita, Mágica.
Alex parou no centro da explosão. As coisas pararam. A explosão sumiu e as coisas tomaram formas, menos as paredes. Um caldeirão e cinco bruxos se tornaram reconhecíveis. Alex aproximou-se, calmo e curioso. Os bruxos continuavam a entoar cantos e magias. Eles jogavam ingredientes no caldeirão, dizendo coisas como: Tragédia, Amor, Felicidade, Infelicidade, Ódio, Desespero, Esperança, Sonhos, Angústia, Juventude, Velhice, e coisas do tipo. Eles pararam ao perceberem a presença do menino. Olharam para ele. Perguntaram de onde e quando o menino era. Ficaram estupefatos.
“O que estão fazendo?” perguntou o menino. Os bruxos responderam juntos que estavam a criar o universo e o mundo que Alex conhece. Alex não se preocupou em como ele chegou ali, não era importante. Não obstante, queria saber o porquê que jogaram tantos ingredientes ruins no caldeirão. O bruxo do meio deu um passo pra frente e disse: “Para o seu crescimento”. Alex não ficou contente com a resposta e perguntou o porquê. Cada bruxo deu uma resposta diferente, um completando o outro. Nenhuma das respostas satisfez Alex e seguia sem entender o porquê do sofrimento como chave para o crescimento. Nenhum dos bruxos conseguiu dar uma resposta. Eles também, agora, estavam a duvidar de si mesmos e do Universo a ser criado. O bruxo do meio, o mais sábio de todos, colocou um punhado de terra na mão de Alex e disse que o que ele falasse que era, seria. Alex não pensou duas vezes, aproximou-se do caldeirão e jogou a terra, e pensou fortemente na palavra sem dizer em voz alta.
A luz do sol que passava pela fina fresta da persiana atingia os olhos de Alex. Acordou incomodado, mas, Escolhe não sofrer com isso.
Murmúrios e palavras ecoavam no nada. Vozes grossas e poderosas. Alex estava atrás de um pilar que não era um pilar. Ele olhou em volta. Reconhecia os pilares do seu livro de escola, pareciam gregos, igual aos do Parthenon, mas não, eram disformes, eles não tinham forma, não, eles mudavam de forma. Alex andou em frente, a noite e o dia lutavam no ambiente, o nada tinha forma e o tudo era disforme. As paredes não existiam, a sensação era a de andar no meio de uma explosão sem calor e infinita, Mágica.
Alex parou no centro da explosão. As coisas pararam. A explosão sumiu e as coisas tomaram formas, menos as paredes. Um caldeirão e cinco bruxos se tornaram reconhecíveis. Alex aproximou-se, calmo e curioso. Os bruxos continuavam a entoar cantos e magias. Eles jogavam ingredientes no caldeirão, dizendo coisas como: Tragédia, Amor, Felicidade, Infelicidade, Ódio, Desespero, Esperança, Sonhos, Angústia, Juventude, Velhice, e coisas do tipo. Eles pararam ao perceberem a presença do menino. Olharam para ele. Perguntaram de onde e quando o menino era. Ficaram estupefatos.
“O que estão fazendo?” perguntou o menino. Os bruxos responderam juntos que estavam a criar o universo e o mundo que Alex conhece. Alex não se preocupou em como ele chegou ali, não era importante. Não obstante, queria saber o porquê que jogaram tantos ingredientes ruins no caldeirão. O bruxo do meio deu um passo pra frente e disse: “Para o seu crescimento”. Alex não ficou contente com a resposta e perguntou o porquê. Cada bruxo deu uma resposta diferente, um completando o outro. Nenhuma das respostas satisfez Alex e seguia sem entender o porquê do sofrimento como chave para o crescimento. Nenhum dos bruxos conseguiu dar uma resposta. Eles também, agora, estavam a duvidar de si mesmos e do Universo a ser criado. O bruxo do meio, o mais sábio de todos, colocou um punhado de terra na mão de Alex e disse que o que ele falasse que era, seria. Alex não pensou duas vezes, aproximou-se do caldeirão e jogou a terra, e pensou fortemente na palavra sem dizer em voz alta.
A luz do sol que passava pela fina fresta da persiana atingia os olhos de Alex. Acordou incomodado, mas, Escolhe não sofrer com isso.
Assinar:
Postagens (Atom)